Betão reforça a necessidade de “conscientizar e não atacar” para que a população entenda os retrocessos da Reforma da Previdência

    Deputado destaca a necessidade de os sindicatos e os movimentos sociais estarem unidos neste momento de “combate as constantes perdas que os trabalhadores tem sofrido”

    O deputado estadual Betão (PT), participou nesta segunda-feira (11), do Encontro Regional promovido pela Federação Estadual Única e Democrática dos Sindicatos de Servidores, Funcionários Públicos das Câmaras de Vereadores, Fundações, Empresas Públicas, Autarquias e Prefeituras Municipais de Minas Gerais (Feserp-MG), realizado em Juiz de Fora. O encontro tratou de temas como as reformas trabalhista e da previdência, da extinção da Justiça do Trabalho e também da ameaça à estabilidade no setor público.  “É preciso dialogar com todos, com os trabalhadores que votaram no Bolsonaro, mostrando que todos nós sofreremos as consequências dessas reformas. Temos que conversar nas ruas, nos locais de trabalho, na vizinhança. É preciso conscientizar e não atacar”, garantiu Betão.u

    Betão reforçou, ainda, que encontros como esse organizado pela Feserp/MG ajudam a qualificar e preparar os sindicalistas para luta. “É muito importante debater essas reformas com os integrantes dos movimentos sociais e com os sindicalistas, para que todos entendam os retrocessos dessas reformas que visam atender exclusivamente aos desejos das classes privilegiadas como os banqueiros, por exemplo”.

    Para Amarildo Romanazzi, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora, (SINSERPU), o momento é de união e construção de um discurso de proteção aos direitos coletivos. “Neste momento em que a gente está falando da reforma da previdência é importante a participação dos sindicatos, das centrais, das associações e de alguns parlamentares, como o Betão, que vieram aqui hoje para dar luz a esses temas. Mais do que nunca, nosso papel será o de dialogar com a base para conscientizar e combater essa nefasta reforma da previdência”, defende.

    O presidente do Sinserpu lembrou que diferente do que é divulgado pelo governo, não há déficit na previdência, mas sim superávit. “Foi feita uma CPI no Senado que provou que não há déficit. Mas eles falam em rombo como forma de massificar uma mentira na sociedade. O que existe é um privilégio para algumas empresas, que sonegam e que, com isso, querem jogar essa conta nas costas dos trabalhadores”, comentou.

    Cosme Nogueira, presidente da FESERP-MG afirmou que o encontro será um ponto de partida para que a discussão se amplie e chegue a outras cidades. “A ideia da Federação é organizar vários encontros como esse em todas as regiões de Minas Gerais, porque é imprescindível que a gente faça esse trabalho de conscientização da militância, dos sindicatos, para mostrar o quanto é nociva a reforma da previdência, a extinção da justiça do trabalho e o fim da estabilidade do setor público”, afirma.
    Cosme lembra também que neste momento é “necessário conscientizar o sindicalismo e todos os militantes para que eles façam seu dever de casa quanto à conscientização das suas bases, fazendo seu trabalho de formiguinha”.

    Sobre a reforma da previdência: A Proposta de Emenda Constitucional 06/2019 veio com tudo. O estudo feito pelo Dieese mostra que, além de cruel, a proposta de reforma da previdência não atinge a todos. Alguns setores, como os militares, não sofrerão as conseqüências da reforma. Entenda porque você deve lutar contra essa medida que, se aprovada, vai sacrificar a milhares de trabalhadores e trabalhadoras do país:

    Realidade nua e crua que penalizará a você trabalhador:

    • Aumenta a idade mínima para aposentadoria: 62 anos, se mulher, e 65 anos, se homem.

    • Acaba com a aposentadoria por tempo de serviço, prejudicando os mais pobres que entram no mercado de trabalho mais cedo.

    • As professoras vão trabalhar 10 anos a mais. Atualmente essas trabalhadoras se aposentam aos 50 anos de idade e 25 anos de contribuição. Com a reforma, irão se aposentar aos 60 anos de idade e 30 de contribuição.

    • Reduz significativamente o valor da aposentadoria.

    • Só vai receber aposentadoria integral quem contribuir por 40 anos.

    • A Reforma enfraquece as políticas públicas de previdência, saúde e assistência social, desarticulando-as do sistema de proteção social, denominado Seguridade Social.

    • Retira a garantia de vinculação da pensão por morte ao salário mínimo (referência para todos os benefícios da previdência até então).

    • Passa a ser exigida uma contribuição mínima para que os trabalhadores da agricultura familiar estejam protegidos pela previdência. Esse requisito de contribuição ameaça excluir muitos trabalhadores rurais do sistema previdenciário.
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