PT completa 39 anos

PT completa 39 anos na luta pela preservação e avanços dos direitos trabalhistas, dos movimentos sociais e sindicais, expressada na exigência Lula Livre

Neste domingo,  10 de fevereiro, o Partido dos Trabalhadores (PT) completa 39 anos. São quase quatro décadas de atuação e luta em favor dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade, do campo, militantes de esquerda, sindicatos e diferentes entidades. Para marcar a data, o maior partido de esquerda da América Latina que elegeu o Lula e Dilma presidente, promoveu, ao longo dos últimos dias, atos em defesa do povo e de Lula; o movimento Lula Livre 
(acesse www.pt.ogr.br e confira a programação).

Os eventos lembram não só a data, mas todas as conquistas do partido durante os governos de Lula e Dilma, as lutas sindicais, e a contribuição histórica do PT para a política brasileira. Mais atual do nunca, em função das discussões em torno de temas como as reformas trabalhista e da previdência, a sigla vem reforçando seu papel como agente promotor de mudanças na vida de trabalhadores e de toda a população.

Desses 39 anos de história, Betão está presente em 35. Hoje deputado estadual eleito pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ele também foi presidente do Partido dos Trabalhadores em Juiz de Fora entre os anos de 1990 e 1991. Sua trajetória política é marcada e pautada pelo partido, e é por meio desse que há mais de 3 décadas ele defende as bandeiras dos direitos dos trabalhadores. “A minha escola política é a escola sindical, ligada ao movimento estudantil, estabelecendo uma trajetória de lutas através dos anos de militância”, conta.

Parte da história do partido em Minas Gerais, Betão faz questão reforçar o atual papel do PT dentro do contexto político-econômico do país. “O PT é o partido que mesmo com as suas contradições continua sendo referência da classe trabalhadora, ainda mais agora que estamos vivenciando um processo de muita luta, que exige organização contra a aplicação das reformas (trabalhista e previdenciária). Além disso, temos que lembrar da centralidade da campanha do Lula Livre, pois sua condenação sem provas feita por um setor do judiciário que age politicamente demonstra que o companheiro Lula é um preso político”, afirma.


Além dos atos em favor da liberdade do ex-presidente Lula, que realizados em todo país, Betão também convoca a todos para que ações que levem à reflexão do atual momento no Brasil e no mundo. “Convido a todos e todas a comparecerem aos atos em todo país pela liberdade de Lula. Também teremos outros eventos de discussão como o Encontro Estadual de Diálogo e a Ação Petista (DAP), que vai tratar da conjuntura nacional, internacional e os enfrentamentos no   próximo período. Neste ano também acontece o 7º Congresso do Partido dos trabalhadores e eu convido a todos e a todas a se engajarem nessa luta”, reafirma.

Pluralidade: Muitas histórias dentro de um só partido

Maquinhos Vereador de Matias Barbosa

Envolvido com a política desde jovem, o vereador Marcos Martins (35), da cidade de Matias Barbosa, Zona da Mata, conta que a eleição de Lula em 2003 foi fator motivador para a sua filiação ao PT. Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal, ele relata que viu no partido a esperança de uma “mudança real”, e que ainda hoje acredita que o PT possa ser o representante não só das causas trabalhistas, mas também das minorias, dos negros, das mulheres, dentre outras discussões atuais. “A figura do Lula me cativou desde o primeiro momento. Me emocionei muito ao conhecê-lo, a ele e a ex-presidente Dilma. Filiei ao PT e acredito que o papel do partido é o de ser o representante dos trabalhadores, dos movimentos sociais e que por meio dele devemos levar ao governo federal temas como a revogação da reforma trabalhista, o direito dos negros, ou seja, as principais bandeiras levantas no país atualmente”, afirma o vereador lamentando a prisão de Lula, “o movimento Lula Livre é um movimento político porque ele é um preso político, e não podemos acreditar que essa sentença foi justa”, reforça. O vereador espera ainda que nos próximos 39 anos o partido e o país sejam protagonistas na manutenção das causas sociais e na democracia.

Cida de Oliveira, coordenadora-geral do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, e integrante da direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), acredita que os temas levantados pelo partido estão cada vez mais atuais. Ela faz questão de lembrar o contexto de criação do PT, década de 80, e que nesses “39 anos é importante resgatar que ele (PT) foi criado pelos trabalhadores, e em defesa da democracia. Até então, a gente só tinha partido de patrões”, inicia.

 

Filiada desde 2002, ela chama atenção para o fato do partido ser instrumento de “defesa dos trabalhadores, principalmente dentro da atual conjuntura”. “Hoje, mais do que nunca o PT tem que lutar para a revogação da terceirização, da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 e do combate a contraproposta de reforma da previdência”, conclui. Ela conta ainda que se emocionou ao ouvir Lula discursar durante a campanha em 2002. “Eu não esqueço do Lula falar que todo trabalhador tinha que ter uma casa decente para morar, que isso deveria se um direito básico. Que não ‘era possível’ que o trabalhador, após chegar cansado do trabalho vá descansar em uma ‘cama mais curta que ele’, ”, relembra emocionada da analogia feita pelo ex-presidente para falar do salário curto dos trabalhadores e as condições mínimas de moradias.

Cida Oliveira, Coordenadora Geral do SINPRO JF e Integrante Nacional da CUT

Para os próximos 39 anos ela espera não viver em um contexto como o da prisão de Lula e também que as novas gerações vivenciem o amor e engajamento pelas lutas e causas sociais. “Espero que as classes trabalhadoras vejam o que o PT já fez e o que fará no seu futuro. Temos que ter a esperança de dias melhores”, finaliza.

Markus Sokol, membro da Executiva Nacional do PT

Para Markus Sokol, membro da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e integrante do PT desde a sua criação, o partido é “mais necessário do que nunca” tendo em vista a discussão “sobre as reformas, a perda de direitos básicos dos trabalhadores e a prisão do ex-presidente Lula”, acredita. Ele afirma ainda após “O momento por um lado é de comemoração, por outro lado de grande reflexão. Comemoração, porque apesar de todos os percalços o PT se mantêm como um partido de grande inserção no país, com a maior bancada e presença forte nas Assembleias. Apesar de toda a perseguição que ele sofre, a sigla mantém sua raiz com a sociedade”, citou chamando para as agendas realizas em todo o país para discutir a prisão de Lula e outros temas como as reformas feitas no Brasil.

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