Deputados lançam Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia em Minas Gerais

Durante o lançamento Betão lembrou o atual momento de ataques à educação no Brasil e convocou a todos para a greve da educação no próximo dia 15 de maio

Mais de 3 mil estudantes, reitores, representantes da educação e parlamentares marcharam da Praça Raul Soares até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para protestar e marcar o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia. Lançada nesta tarde, a inciativa apoiada por 75 parlamentares tem como objetivo defender, buscar inciativas e proteger a educação em Minas Gerais.
 
Presente na cerimônia de lançamento da Frente, Betão fez questão de lembrar o atual momento de ataques sofridos pela classe trabalhadora e pela educação no Brasil. “É um absurdo o que a gente está vivendo, temos que ficar atentos aos cortes anunciados pelo atual presidente e temos que lutar contra eles. Um governo que prega cortes, um modelo nocivo de Previdência, fala em ataques aos sindicatos, em incentivo às privatizações e que declara guerra a um país vizinho. Se faz tudo isso, imagina o que ele fará com a Educação. Temos que nos unir contra essa política”, disse Betão lembrando que no próximo dia 15 acontecerá uma greve nacional da educação que se encaminhará para uma greve geral no país.

Quem veio marchando em protesto contra os cortes na educação e a falta de repasses para entidades, como é o caso da Fapemig, foi Luana Ramalho, presidente da União Estadual dos Estudantes. Para ela, a educação vive o hoje momento mais crítico. “É sempre com muito pesar que a gente recebe a notícia de qualquer corte na Educação. Hoje nosso principal objetivo é dialogar com a sociedade, mostrar a importância da Educação. Porque o governo além de cortar investimento, tentar colocar uma visão sobre a universidade, que coloca as organizações estudantis como “ninhos de ratos” e colo local de balbúrdia. Para a gente, balbúrdia é atacar a educação, e toda justificativa que a gente recebe para qualquer corte na educação é a crise econômica”, disse.

Força da Frente Parlamentar
 
De acordo com o anunciado pela deputada Beatriz Cerqueira, a Frente fará ciclos de debates para discutir o Plano Estadual de Educação. A Frente também vai criar uma Comissão para exigir o repasse de 1% previsto por lei à educação. 
 
Para o professor Evaldo Vilela, presidente da Fapemig, o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais é fundamental. “O anúncio do número de deputados que assinaram para a criação da Frente nos anima muito. É um momento histórico em que a ciência e o conhecimento científico ganham o reconhecimento de uma Casa como essa. Isso nunca foi visto antes. Nós conseguimos um diálogo permanente e forte”, acredita. 

Plenária na UFJF reúne centenas de estudantes

Reitores são contra os anúncios de cortes: não podemos aceitar
 
Quem fez questão de manifestar a preocupação com o corte de repasses para a educação foi a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Regina. Apesar do cenário, ela vê a mobilização como um diferencial no país. “A Frente une o Poder Público, Academia, estudantes e sociedade em prol de algo que afeta a todos nós. Viemos de uma semana de anúncios que nos preocuparam muito. Em Minas Gerais temos 12 universidades que foram diretamente afetadas. Isso representa um impacto econômico, desemprego dos terceirizados e a descontinuidade de um projeto de educação”, reforçou.
Para Sérgio de Aquino, representante da Universidade Federal de Ouro Preto agora é hora de se mobilizar contra os prejuízos dos cortes da educação. “Lutaremos contra esses cortes e contra o desmonte no sistema público do ensino e da tecnologia. Muitas das lutas do país são feitas nas universidades e o que vemos hoje é que o Brasil ainda patina investindo 1% em ciência e tecnologia. Triste isso”, acredita.
 
O pró-reitor da Universidade Federal de Lavras, Teodorico de Castro, é direto: devemos muito à pesquisa e a educação no Brasil, em especial setores como a agricultura. “Somos mais eficientes e mais inteligentes graças as pesquisas desenvolvidas no Brasil. Em Minas, as pesquisas fazem a diferença para que o Brasil seja líder na produção agrícola, por exemplo. Hoje, conhecimento, tecnologia e inovação são fundamentais para o empreendedorismo, a geração de riqueza e emprego”, finaliza.

Estudantes se mobilizam em Juiz de Fora contra os ataques à educação

Em Juiz de Fora, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) promoveu uma assembleia com mais de 300 estudantes no prédio da reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Juntos, os estudantes discutiram as ações que serão tomadas diante da série de ataques que o governo Bolsonaro tem feito contra a classe trabalhadora, e em especial à juventude brasileira.
Ficou definido que os estudantes vão aderir à greve nacional da educação, convocada para o próximo dia 15 de maio. Na data, também será feita uma greve estudantil. No encontro, também ficou definida a criação de uma Frente Ampla em Defesa da Educação que contará com diversos grupamentos do movimento estudantil. O objetivo da mobilização é a construção de atos e ações futuras para dentro e fora da universidade.

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