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Betão aprova requerimento que exige o início das obras de restauração no prédio da Escola Estadual Delfim Moreira

Recursos já estão licitados desde setembro de 2018 e alunos e educadores esperam pelo início imediato das obras

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia aprovou na manhã desta quarta-feira (22/05), o requerimento do deputado Betão (PT) para que seja encaminhado ao Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER-MG), pedido de providências para a execução imediata das obras já licitadas para restauração e reforma do prédio onde funciona a Escola Estadual Delfim Moreira, em Juiz de Fora, Zona da Mata.
O assunto não é novo e de acordo com o cronograma confirmado pela coordenação da escola, em setembro do ano passado a licitação foi homologada, sendo que as obras ficariam a cargo da empresa Catalunha Engenharia, pelo montante de R$ 7.896.855,27. A ideia é que após a data fosse assinado uma ordem de serviço para o começo dos trabalhos, mas isso não aconteceu. “Nosso compromisso aqui na Comissão de Educação é olhar a situação de escolas como a Delfim Moreira e cobrar do governo de Minas Gerais as devidas providências. Educação deve ser sempre prioridade”, disse Betão.

A demanda para realização das obras é uma reivindicação antiga de sindicatos, professores e estudantes da cidade de Juiz de Fora. Por conta de problemas estruturais graves, a escola funciona desde 2013 em um prédio alugado entre as ruas Santo Antônio e Fernando Lobo e conta com 1.132 alunos matriculados e 104 funcionários.

Diretora da escola desde 2016, Letícia Natalino já lecionava matemática no prédio antigo quando houve a mudança. Para ela, a estrutura do local não é a mais adequada para o funcionamento de uma escola. “Aqui temos desde crianças de 11 anos até adolescentes, que precisam de espaço físico. Não temos mais o pátio nem a cantina. Temos uma cozinha pequena que não é adequada. Só no turno da manhã, temos mais de 500 alunos, usando uma cozinha que antes funcionava como cantina. Isso é ruim tanto para os alunos quanto para os profissionais que trabalham na escola”, comenta.
Para a diretora a espera piora ainda mais a situação dos alunos. “Esse prédio novo não é adequado e nós temos um lugar adequado para onde retornar. A gente quer é voltar para a nossa sede. As pessoas às vezes brincam dizendo que lá é a ‘escola antiga’ e eu digo que lá não é escola antiga, não! Lá é a nossa escola. Aqui é simplesmente um lugar paliativo”, desabafa.

De acordo com Vera Vânia Vieira, secretária escolar do Delfim Moreira há 17 anos “essa mudança impactou muito o funcionamento da escola, a infraestrutura é precária, com salas apertadas e sem ventilação que comprometem não só o aprendizado dos alunos, mas colocam em risco patrimônios como os livros da biblioteca e computadores”. Para ela, que formou a filha na escola, um outro problema grave é o trânsito do entorno. “O trânsito aqui em frente à escola é terrível, não há sinalização, isso coloca em risco os estudantes. Além do barulho muito grande que vem da rua”, finaliza.
“Lá (no prédio antigo) é o céu e aqui é o inferno”, brinca Sônia Maria Campos, auxiliar de serviços gerais da escola há 27 anos. Ela relata que na antiga escola o desempenho dos alunos era bem melhor, muito em função do espaço físico. “A direção da escola se desdobra para dar as condições adequadas, mas a infraestrutura aqui é muito ruim, não tem um pátio, não tem uma quadra, as salas são muito pequenas”, finaliza.

Patrimônio Histórico

Patrimônio histórico municipal no coração de Juiz de Fora, o palacete Santa Mafalda, tombado desde 1983, foi construído em 1907, como casa de veraneio da Família Imperial. Mais conhecida como “Grupo Central”, a escola atendeu a diferentes gerações de estudantes na cidade.
Em contato com nossa assessoria, o DEER/MG informou que “o prédio da Escola Estadual Delfim Moreira é tombado pelo patrimônio histórico municipal e as obras de reforma e restauração estão sob a coordenação do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), órgão responsável pelo processo de licitação, contratação, condução e acompanhamento das obras. O processo licitatório já ocorreu, no entanto, diante do atual cenário financeiro do Estado, o DEER/MG aguarda a disponibilização de recursos para o início ou retomada das obras em Minas Gerais, que deverão seguir uma escala de priorização elaborada junto às Secretarias”.

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