Valorização da cultura e da religião do povo negro é o foco do 13º Seminário de Cultura e Diversidade Religiosa

Desfile, música e debate, marcaram a abertura do 13º Seminário de Cultura e Diversidade Religiosa, que começa na noite desta sexta-feira (22), em Vitorino Braga, zona leste de Juiz de Fora. Com o objetivo de promover a reflexão e o reconhecimento da relevância da cultura africana, o encontro integra a Semana da Consciência Negra realizada pelo município.

O evento é organizado pela Maria Enóia de Correa, candomblecista com ascendência indígena, com apoio da Fundação Cultural “Alfredo Ferreira Lage” (Funalfa). Maria nasceu em uma reserva Kayapó, entre Amazonas e Mato Grosso e em Juiz de Fora ela realiza o encontro como forma de valorizar a cultura negra no município. “Cada ano o seminário escolhe um tema que é debatido com o objetivo de pensarmos as políticas públicas e elaboramos uma carta a ser encaminhada ao poder público”, explica.

Ainda de acordo a organizadora uma das marcas da 13ª edição será a diversidade, “neste ano vamos ter muçulmanos, pentecostais, católicos, sacerdotisas de religião de matriz africana, além do desfile com os figurinos dos orixás na Expo Afro”, disse Enóia, que já vive há 26 anos em Minas Gerais.

Com o tema central “Cultura e Diversidade Religiosa”, o evento segue também no sábado. Na programação, representantes de diversas religiões e o palestrante Ivan Braga, que vai abordar o tema criminalidade e o negro. Além de presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB de Mangaratiba (RJ), Ivan é morador do quilombo Santa Justina, certificado como comunidade tradicional em 2016 no estado do Rio de Janeiro.

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