Escola Municipal de Juiz de Fora ganha concurso de redação e de sustentabilidade

Alunos da José Calil Ahouagi se formam após ganhar concurso da UFJF de melhor redação. A escola inicia o ano de 2020 com prêmio do Instituto AKATU para aprimorar a horta comunitária

“Vou bater aqui na porta de novo ano que vem”, foi o desabafo dos jovens diante da formatura que se aproxima. Junto com outros colegas do 9º ano Maria Eduarda Ferreira, Miltom Moraes e Eidimar Alves vão seguir novos rumos após muitos anos na Escola Municipal José Calil Ahouagi, de Marilândia, bairro de Juiz de Fora. Todos passaram neste espaço, que em 2019 completou 50 anos, a maior parte de sua vida escolar e na escola aprenderam a valorizar o ensino e descobriram suas potencialidades.

A professora de Português Priscila Santana relatou que os jovens são incentivados por este apoio coletivo da escola, que inclui um trabalho de formação de professores.  “Todo o trabalho da escola motivou eles a fazerem a prova pro IF Sudeste e a participarem de processo seletivo da redação do projeto “Ciência que Fazemos” da UFJF, algo novo na sua realidade e até mesmo no ambiente familiar”, disse ela , e completou que na aula de Português ela teve o apoio de oito bolsistas do PIBIC/UFJF.

Além de palestras o projeto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) incluiu um concurso de redações para estimular nos estudantes o interesse pelos temas ciência e cidadania, aproximando a universidade dos jovens de escolas públicas da região.

Além dos três alunos, a professora Priscila explicou que mais dois alunos da escola ganharam dentre os 38 participantes do concurso. Miltom e Eidimar surpreenderam suas famílias quando ganharam o prêmio em dinheiro por melhor redação no início de dezembro. “Minha família ficou muito surpresa quando souberam que ganhei a redação”, disse Eidimar, que investiu o dinheiro em um aparelho dentário e roupas.

As redações propostas tiveram como tema: “A ciência e eu: como fazer meu mundo melhor”. Maria Eduarda abordou no texto a evolução da ciência nos equipamentos e não imaginava que ia ganhar o prêmio. “O tema da redação foi o monitoramento diário dos batimentos cardíacos para evitar crises”, disse Eduarda.

Milton explicou na redação todas as vantagens da ciência em benefício da nossa rotina diária, desde a cura pelo uso dos medicamentos e a erradicação das doenças pelas vacinas. Eidimar abordou as tecnologias aplicadas ao esporte, seja em roupas esportivas seja no uso do relógio pelo árbitro de vídeo no futebol.

Desafio Escolas Sustentáveis seleciona escola de Juiz de Fora

O projeto Mãos da Terra é realizado há mais de 15 anos pelos alunos do ensino fundamental da Escola Municipal José Calil Ahouagi, mas em 2020 vai ser incrementado por ganhar o concurso do Instituto AKATU.   Foram quase 250 inscrições e apenas cinco escolas selecionadas por Região do Brasil, que vão realizar intercâmbio com escolas de outros países.

A gestora da escola municipal Rachel Gomes conta que o projeto Mãos na Terra foi resgatado quando a escola se tornou de tempo integral para alunos de 4 aos 14 anos.  Para qualificar este tempo a escola resolveu “ocupar” de forma sustentável o terreno vizinho e fazer uma horta comunitária em 2006. “O terreno era da prefeitura, mas administrado por nós, então resolvemos fazer a horta neste espaço. Afinal o projeto pretendia também mostrar o quanto  escola tem potencialidade para atuar em conjunto com a comunidade do entorno”, disse

Para a horta funcionar de fato, numa área com terreno argiloso que não permitia cultivo de hortaliças, a escola contou com a ajuda de outros atores sociais. Os profissionais do Instituto Federal Rio Pomba trouxeram a proposta da permacultura para a coordenação pedagógica da escola.

A horta, que utiliza estas técnicas, permite melhor utilização do solo, num formato espiral, com cultivos de temperos e plantas medicinais e proporciona a mais qualidade de vida à comunidade escolar. Na horta são produzidos diversos produtos orgânicos como feijão, banana, cenoura, hortaliças em geral. “Na horta aprendemos a capinar, plantar e colher os produtos que depois consumimos na merenda escolar”, disse Eidimar Alves, aluno do 9º ano.

Agora com o prêmio de 30 mil da AKATU, a escola municipal vai ampliar os cuidados com a horta comunitária, possibilitar captação da água de chuva e outros planos de ação, que promovam sustentabilidade e melhorias na estrutura da escola, no ensino e na interação com a comunidade do entorno. O Desafio Escolas Sustentáveis começa em fevereiro de 2020.

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