Prefeitura de Muriaé demite profissionais da educação e Sind-Ute garante que dispensa chega a 386 profissionais

Executivo publicou lista de dispensa que ia de estagiário à diretores de escolas sem diálogo com profissionais;

“É um abuso mandar embora 386 trabalhadores da educação da  rede municipal sem ao menos avisar ou conversar com eles, usando a pandemia com desculpa”, explicou ao nosso mandato, Sandra Lúcia Couto Bitencour – Diretora Regional do Sind-Ute Muriaé, na Zona da Mata.

Até então, a notícia que circula nos jornais era de que mais de 100 profissionais, como professores, auxiliares de serviços gerais, supervisores pedagógicos, assistentes de secretarias, haviam sido dispensados pela Secretaria Municipal de Educação de Muriaé, sob a alegação da paralisação das atividades escolares, devido à pandemia do coronavírus.

Em nota, a prefeitura disse que a rescisão dos contratos administrativos de professores, pedagogos, secretários escolares e auxiliares de serviços escolares, bem como a suspensão dos estágios vinculados à Secretaria Municipal de Educação “se dá em razão da falta de previsão para o reinício do ano letivo e da impossibilidade, de acordo com as leis que regem a administração pública, de se efetuar pagamentos relativos a serviços que não foram prestados” comunicou.

Cleia Maria Ribeiro, professora da educação básica de Muriáe conta que tomou conhecimento do fim do seu contrato pelas redes sociais. “Meu contrato terminaria no dia 31 de dezembro. É uma tremenda falta de respeito ser dispensada desse jeito”, desabafa a professora que atua no município desde 2007.

Para o deputado estadual Betão, que integra o Conselho Estadual de Educação, as alegações da Prefeitura de Muriaé não se sustentam. Ele lembra que após o fim do isolamento a prefeitura terá que elaborar novamente todo o processo seletivo de contratação dos docentes, com a inscrição dos professores, os exames médicos e a juntada de documentos.

Betão, que também é vice-presidente da Comissão de Educação, afirma que “essa é uma atitude desumana que desrespeitou a todo momento os profissionais da educação. Esse processo toma tempo e irá atrasar ainda mais o retorno das aulas. Antes de tomar essa medida extrema, o Município deveria ter iniciado uma negociação com o sindicato para garantir o cumprimento da carga horária, pós pandemia”, alerta.

O Sind-Ute Muriaé informou que vai tomar as medidas judiciais  e que vai acionar o órgãos responsáveis para reverter a situação o mais rápido possível. 

Este post tem um comentário

  1. ADEMIR GONÇALVES

    MensagemA população dos municípios de Antônio Prado de Minas , esta aguardando uma decisão da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP). da linha Muriaé-à-Pedra Dourada que era de responsabilidade da empresa Bareza e está suspensa. Esta linha já existia à mais de 50 anos.

    “Estamos precisando muito desse transporte, mas está difícil. Temos que esperar a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP) liberar a licitação. Esta situação vem a mais ou menos 4 a 5 anos , estamos vivendo de carona e transporte do ônibus da Prefeitura.

    A SETOP publicou o edital de audiência pública para a concessão de serviço de transporte público para várias regiões de Minas Gerais, incluindo o Trecho “Pedra Dourada x Muriaé”. No dia 10 de maio a audiência foi realizada com muitas reclamações por parte das empresas, já que as linhas seriam disputadas em Lotes e não Individualmente.

    Sendo que foi pedido a SETOP autorização para volta da Bareza , mas não deram , alegando que estaria favorecendo a uma empresa. E nós de Antônio Prado e outras cidades vizinhas Muriaé é para nõs como se fosse a nossa capital, pois tem bom comércio e o principal O HOSPITAL DO CÂNCER , onde muitas pessoas fazem tratamento e visitas a parentes.

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