Doações do MST na Zona da Mata reforçam a necessidade de ajuda e doação durante a pandemia

Assentamentos de Goianá e de Visconde do Rio Branco foram alguns dos municípios que realizaram as doações; Iniciativa integra o Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular do MST em todo o Brasil

O Movimento Sem Terra, Regional Antônio Ventura, realizou no início deste mês mais uma ação de solidariedade dos assentamentos do MST na região da Zona da Mata: a doação de produtos aos municípios de Goianá e Visconde do Rio Branco. Só na última terça-feira (9/6), foram doadas 50 cestas agroecológicas do assentamento Denis Gonçalves, em diversos bairros do município de Goianá, iniciativa que contou com a parceria do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social).

Em Visconde do Rio Branco, foi meia tonelada de alimentos, dentre elas frutas, legumes e verduras, entregues às comunidades mais vulneráveis da cidade como “Rua Boqueirão” e os bairros Alto Boa Vista e Gileno Siqueira, produzidos no assentamento Olga Benário. O coordenador Valdinei Siqueira, dirigente regional do MST Zona da Mata, lembrou ainda que foram doados outros itens indispensáveis para o combate ao coronavírus.

“O movimento se organiza para dividir o que plantamos com quem mais precisa. Conhecemos os bairros de baixo poder aquisitivo na cidade e desta vez ainda destinamos as cestas ao abrigo municipal de pessoas em situação de rua que recebeu 20 litros de álcool em gel e 10 kits de produtos de limpeza destinados ao Hospital São João Batista”, disse Valdinei, assentado no Olga Benário.

O Movimento Sem Terra da Zona da Mata realizou no mês passado doação de uma tonelada e 300 kg de alimentos sem agrotóxicos para os municípios de Juiz de Fora, Visconde do Rio Branco e Rio Novo. As doações foram recolhidas durante a campanha “Vamos precisar de todo mundo” e agora neste mês a doação integra o Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular que foi lançado no Dia do Meio Ambiente pelo MST de todo o Brasil.

 ” O Plano emergencial é importante e reforça a importância de continuarmos na terra em condições de produzir para garantir alimentos para nossa família e também para doar as comunidades que precisam nesse momento de pandemia. Nossa meta é garantir ao menos uma doação por mês”, disse Elis Carvalho, integra a coordenação regional do MST Zona da Mata, assentada no Denis Gonçalves.

Para o deputado Betão, as campanhas de solidariedade reforçam a ajuda para população mais vulnerável.O mandato tem estado atendo às essescomunidades e agora durante à pandemia, enviou emendas parlamentares à cidadescomo Ubá, Acaiaca, Alto Jequitibá, EsperaFeliz, Manhumirim e Simonésia, todos na Zona da Mata, para a compra deKits, que são uma espécie de cesta básica, para auxílio às populações maiscarentes ou populações em situação de risco em função da pandemia. O KIT é composto de materiais para limpeza, higiene pessoal, gêneros alimentícios e até cobertores.

” Apesar de ser obrigação do Estado garantir um orçamento destinado à execução de políticas públicas, entendemos que agora, mais do que nunca, é necessário utilizar as emendas parlamentares do nosso mandato para auxílio aos municípios e ao povo mineiro”, afirma Betão.

Plano Emergencial do MST lembra a luta histórica da Reforma Agrária

O Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular, mobilizou 21 estados do país com atos de rua simbólicos e atividades do Movimento Sem Terra, como mudas que foram plantadas e doações de sangue e de toneladas de alimentos sem agrotóxicos, além de lives com debates e participação de artistas.

A mobilização lembra da importância de se criar medidas emergenciais que estejam relacionadas aos incentivos para produção de alimentos, a criação de empregos e pela garantia de renda em meio à pandemia. No lançamento do Plano o Roberto Baggio, da direção nacional do MST no Paraná lembrou do caráter emergencial do Plano, mas lembrou que não se pode perder o horizonte do objetivo maior que é a Reforma Agrária Popular.

“Diante do contexto de crise que o país enfrenta, política, econômica e sanitária, temos que enfrentar um problema agrário estrutural, que é fruto da concentração de terra no país. O modelo reflete essa história do agronegócio, então precisamos democratizar o acesso à terra, para que ela possa chegar nas mãos dos agricultores, que preservam a biodiversidade, para produzir comida saudável e poder gerar milhões de empregos. Esses desafios serão enfrentados após as medidas emergenciais mais urgentes que é a garantia da alimentação neste momento ”, disse em Live Baggio.

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