Sem diálogo, Zema anuncia redução da jornada de trabalho dos servidores da MGS e corte de 25% nos salários

Betão apresenta requerimento cobrando providências e justificativas para o ato; Associação que representa trabalhadores afirma que novo ataque é tentativa de desmonte da MGS

Imagina receber, durante a pandemia, um salário inferior ao auxílio emergencial de R$ 600 proposto pela oposição? Pois foi essa a surpresa desagradável do servidor da MGS, Dairenkon Majime, que neste mês recebeu apenas R$ 400. Além do valor, ele foi novamente surpreendido com o anúncio da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) da redução da jornada de trabalho dos servidores e do corte de 25% nos salários. 

“O governo de Minas joga com a miséria dos trabalhadores. Isso é um absurdo porque estamos no meio de uma pandemia e esse governo só ataca e deixa os trabalhadores  mais pobres. Estão tirando direitos de pessoas como eu, faxineiros, cujo perfil são pessoas mais idosas, do grupo de risco, mães solteiras e pessoas sozinhas”, lamenta.

De acordo com o ofício, publicado no dia 10 de junho, a Seplag anunciou que em  função da crise provocada pela pandemia, tomaria mais essa medida contra os servidores da MGS. Lembrando que nos últimos meses os trabalhadores foram surpreendidos com dois PDVs.

“Diante de tal quadro, o Decreto nº 47.904, de 2020 determinou “a suspensão imediata dos contratos de serviços considerados não essenciais para a execução mínima das políticas públicas inerentes a cada órgão ou entidade, devendo aqueles impossibilitados de paralisação serem reduzidos em 25% (vinte cinco por cento) do patamar de execução atual”, disse em ofício sem qualquer diálogo com os sindicatos ou as categorias dos quase 25 mil trabalhadores da MGS espalhados por Minas Gerais.

Para o deputado Betão, membro da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social esse é mais um crime contra os trabalhadores, que temem não só a demissão, mas a redução dos seus direitos.

“Tenho recebido inúmeros relatos de trabalhadores não só da MGS, mas de outras categorias, que estão sofrendo pressão do governo e dos patrões para reduzir e retirar direitos. Não podemos deixar a pandemia ser usada como desculpa para a retirada de direitos. Agora é hora de defender a saúde e a manutenção das vidas”, disse Betão que apresentou um requerimento cobrando explicações à Seplag para que a secretaria tome providências urgentes.

Segundo Renato Amaral, assessor da Assepemgs, Associação dos Empregados Públicos Estaduais da MGS a imposição da MGS com esses novos cortes, mais uma vez é feita sem diálogo com as categorias e sem qualquer tipo de benefício para os servidores, que agora durante a pandemia, temem a demissão a os cortes de benefícios básicos como o vale-alimentação.

“Esse anúncio é pior do que o feito pelo governo Bolsonaro que já é ruim, porque ele prevê uma redução da jornada de trabalho mas com o uso do seguro desemprego para complementar o salário dos trabalhadores. O que o governo de Minas está fazendo é cortar salários e reduzir jornada e isso só reforça a tentativa de desmonte da MGS”, finaliza. 

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Este post tem um comentário

  1. ZéGlausim

    O cara vai demitir quem mais atende o povão no Estado de Minas. MGS tem muita gente simples e que gosta de trabalhar, sem folgas excessivas. Caramba! Tem lugar no Estado que quem faz tudo é MGS e mesmo assim um cara desses quer livrar-se dos empregados celetistas (sem estabilidade). Povo que não tem quinquênio, nem participação nos lucros e que gasta a maior parte do salário com alimentos ( tributáveis e que devolvem em impostos ao governo com tudo que ganham)… Esse cara é um demolidor!

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