Projeto de Lei da Comissão de Educação exige que governo de Minas realize, quinzenalmente, testagem em massa em toda a população

Segundo a diretora-executiva do SindSaúde Minas Gerais, Neuza Freitas, Governo de Minas não tem cumprido a Lei da Testagem dos profissionais de saúde e portanto, o PL é uma forma de cobrar essa iniciativa do Estado

No mesmo dia em que o Ministério da Saúde anunciou a redução de 11,5% da realização de testes diagnósticos de Covid-19 na passagem de agosto para setembro, a Comissão de Educação, da qual o deputado estadual Betão é vice-presidente, apresentou o Projeto de Lei n° 2.229/2020 que obriga o Estado de Minas Gerais a realizar testes em massa para identificar a Covid-19 de maneira periódica, a cada 15 dias, em toda a população, tendo como prioridade os profissionais de saúde da rede pública e privada e os profissionais que atuam na linha de frente das medidas de combate à pandemia no Estado.

“Os dados em Minas são alarmantes não há nada a se comemorar. Ontem além desse anúncio preocupante da redução de testes, vimos a clara politização do uso da vacina por Bolsonaro que não se preocupa com a saúde dos brasileiros. Em Minas não tem sido diferente, e por isso, temos que ter leis que garantam o atendimento à população e que façam os testes porque são eles que vão identificar quem está contaminado ou não”, adianta Betão.

Segundo o PL, também devem ser testados trabalhadores cujo locais de trabalho concentrem grandes números de funcionários, além de idosos, pessoas do grupo de risco, pessoas com doenças respiratórias, crônicas, baixa imunidade, ou outro tipo de enfermidade que favorece o contágio.

Para a diretora-executiva do SindSaúde Minas Gerais, Neuza Freitas, além de não cumprir a lei estadual 23.659/2020, publicada em 10 de junho, a qual determina a obrigatoriedade de testes periódicos a todos os profissionais de saúde, Zema não tem incentivado políticas de testagem em massa no Estado, principalmente para os trabalhadores da saúde. Ela afirma que por estarem à frente do combate à pandemia, esses profissionais devem ser testados com uma maior frequência.

 

“A importância da aprovação desse Projeto de Lei é imprescindível. Porque o governo de Minas nunca encaminhou ao Sindicato o número de mortos ou contaminados pela Covid-19, demanda que nós sempre cobramos. Não sabemos a real situação desses profissionais. Alguns deles necessitam ser afastados e sequer sabem que têm a doença”, afirma Neuza.

Para o fotógrafo Hudson Bonatto, que também atua em uma profissão que exige exposição à contaminação, a aprovação desse projeto seria um respaldo a mais já que o governo de Minas não tem sido claro na divulgação dos dados nem no controle da pandemia.

“Muito importante um Projeto de Lei nesse sentido, um projeto que vire logo Lei. Não acredito que em Minas os números estejam abaixando como o governo vem dizendo, até porque não houve uma testagem no começo, então fica difícil acreditar que a pandemia está controlada e que a doença não está avançando. Só com testagem e com a testagem periódica saberemos isso”, finaliza.

Hoje, dia 22 de outubro, Minas registrou 8.621 mortes. Ontem eram 8.554, ou seja, o Estado amarga 67 mortes por dia e uma taxa de contaminação de 343.159 mil pessoas com a Covid-19.

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