Betão questiona Governo de Minas e a UEMG sobre anúncio de desconto retroativo do vale transporte dos docentes

Os trabalhadores da UEMG acionaram novamente o deputado estadual Betão (PT) para falar sobre uma decisão arbitrária da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, por meio da Universidade, de cobrar agora, mais de um ano depois, o vale-transporte dos docentes referente a 2020, primeiro ano de pandemia.

“Já acionamos a Seplag, o Governo de Minas e a direção central da UEMG em busca de explicações já que, ao longo do ano passado, esses mesmos trabalhadores usaram recursos próprios para atuar, sem nenhum tipo de auxílio financeiro do governo e da Universidade Estadual de Minas Gerais”, explica Betão.

 

Ainda segundo relatos dos trabalhadores da educação, o desconto será a partir de agora, mas não houve nenhum tipo de aviso ou explicação e o comunicado teria chegado na última sexta-feira, dia 30 de abril.

“No meu caso eu tenho dois cargos, então se realmente for descontado, eu terei mais de R$ 1 mil a menos mesmo tendo usado meu recurso próprio para dar aulas, muitas delas à noite. Usei minha energia, meus recursos, inclusive meu computador, que não suporta o tanto de aula online que a gente vem dando”, explica um professor que não quis se identificar por medo de exposição.

A categoria recebeu somente um e-mail encaminhado pelo RH da UEMG, avisando de um desconto a ser realizado nos contracheques daqueles que receberam auxílio-transporte no último ano (2020) e que há a possibilidade de dividir o valor total em 8 vezes.

Em vários casos, esse desconto, que vai de março de a dezembro, chega a mais de R$ 1.000,00, valor que agora compromete ainda mais a situação financeira dos trabalhadores da educação.

“Os docentes da universidade, para prosseguirem com as aulas, com as orientações e com os projetos de pesquisa e extensão, foram obrigadas e obrigados a assumirem financeiramente os custos do trabalho remoto (equipamentos, energia elétrica, internet banda-larga, etc.) sem apoio material do Estado e da Universidade. Diante disso, vemos como absurdo e desrespeitoso o desconto salarial de nossos colegas”, disse em nota o Presidente da ADUEMG, Prof. Roberto Kanitz.

“Além da cobrança junto ao Estado por meio da Comissão de Educação, nosso mandato também presta total apoio aos trabalhadores da UEMG, representados pela Associação dos Docentes da UEMG, que nesta terça-feira se reúnem em assembleia para discutir essa situação e a precarização dos profissionais da educação durante a pandemia, além da tentativa de frear Projetos de Lei como o PL 5559/2020”, finalizou Betão.

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