Betão soma esforços ao trabalho desenvolvido pelo Jardim Botânico de Juiz de Fora na conservação e pesquisa de sementes crioulas na Zona da Mata

Iniciativa, que conta com apoio do mandato, é para a conservação, fortalecimento, resgate e manutenção das sementes crioulas em Juiz de Fora e região

Além da força cultural e da ancestralidade, as sementes crioulas, como as desenvolvidas no Jardim Botânico em Juiz de Fora, têm um papel fundamental na base da alimentação e da produção da agricultura familiar. O local, referência em estudos em diversas áreas, conta com um centro de pesquisa e sete laboratórios, sendo que um deles é o primeiro completamente voltado à pesquisa ecológica de sementes crioulas.

Para que essa iniciativa continue sendo referência em toda Zona da Mata e no país, o deputado estadual Betão, que integra a Frente Parlamentar em Defesa da Agroecologia, tem somado esforços ao trabalho de conservação e em defesa da agricultura familiar.

“As sementes crioulas, além da história cultural, são a primeira etapa da cadeia alimentar. A origem de praticamente todos os alimentos vem delas, a exemplo de arroz, feijão, milho, hortaliças, abóbora e mandioca. E é importante lembrar que a preservação e produção dessas sementes é feita por famílias de agricultores, guardiões ou bancos de sementes, o que fortalece a agricultura familiar. Por isso, nosso mandato está atento à importância desse trabalho e vamos somar esforços à manutenção das sementes crioulas em toda Minas Gerais”, explica Betão, que visitou recentemente o Jardim Botânico e que integra o Polo Agroecológico da Zona da Mata.

O professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e diretor do Jardim Botânico, Gustavo Soldati, explica a importância da preservação e dos estudos ligados às sementes crioulas para o fortalecimento da agroecologia.

“São sementes melhoradas, fortalecidas e que são desenvolvidas junto aos produtores rurais e da agricultura familiar. A partir do momento em que essas sementes são melhoradas, esses agricultores deixam de depender dos grandes produtores. Por isso, o local tem investido no desenvolvimento do banco de germoplasma de sementes crioulas, estrutura para armazenar a sementes em uma temperatura fria”, explica reforçando que a iniciativa é em benefício da agroecologia e dos agricultores familiares e que a coordenação e gestão do trabalho com as sementes tem sido feita por eles, sendo a UFJF um banco de apoio para a iniciativa.

Por quê conservar as sementes crioulas?

Por serem adaptadas aos locais, elas são mais resistentes e menos dependentes de insumos externos, sendo responsáveis por uma grande diversidade de alimentos naturais.

A produção das sementes, em si, fomenta um setor fundamental para o país, que é a produção desenvolvida pelos agricultores familiares, camponeses, assentados da reforma agrária, quilombolas ou indígenas.

O professor, que integra a Articulação Nacional de Agroecologia e defende o tema, resume: “é mais que produzir alimento, é investir em uma produção de um alimento enriquecido e no fortalecimento da agroecologia”, finaliza Gustavo.

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