Betão se reúne com trabalhadores dos Correios para organizar a resistência e dizer não à privatização

Trabalhadores dos Correios em Juiz de Fora e da região da Zona da Mata se reuniram com o deputado estadual Betão (PT) para buscar alternativas e tentar frear o Projeto de Lei (PL) 591/2021, do Poder Executivo, que propõe privatização de 100% do Sistema Nacional de Serviços Postais.

Os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e Região – (SINTECT/JFA) também trouxeram dados como os divulgados pelo próprio governo federal, de que ao contrário do que é veiculado, no último ano, o lucro dos Correios foi o maior dos últimos 10 anos.

O encontro contou com a participação de Alexandre Andrade (Xandão) do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Comunicação e Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e região – SINTECT/JFA, Odila Barbosa Duzzi da Associação dos Profissionais dos Correios de Minas Gerais – (ADCAP) e Geraldo França da Federação Nacional dos Trabalhdores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares – FENTECT.

Xandão, que é Diretor de Formação e Relações Sindicais do SINTECT/JFA, lembrou a importância dos Correios para o país.

“A questão dos Correios está ligada à soberania nacional. Nós estamos presentes em todos os municípios do país. Nós transportamos as urnas eletrônicas, as provas do ENEM e após 12 horas do crime da Vale em Brumadinho, nós já estávamos entregando suprimentos nas localidades atingidas”, explicou.

A representante da Adcap, Odila Duzzi, destacou ainda o papel articulador e social desempenhado pela empresa pública.

“Com a privatização, muitas das agências que estão em pequenos municípios podem fechar as portas e desassistir a uma população que por vezes utiliza os Correios como balcão cidadão” e completou  “o projeto de privatização apresentado pelo governo é prejudicial ao pais e coloca em risco a prestação de um serviço essencial para pessoas e organizações. Os Correios não dependem do Tesouro Nacional. É um serviço público autossustentável”.

Outro ponto levantado foi a situação dos trabalhadores caso a privatização se torne uma realidade.

“Foi oferecido um período de estabilidade de 18 meses, uma indenização correspondente a 12 meses de remuneração, manutenção do plano de saúde por 12 meses a partir da adesão e um programa de requalificação profissional”.

Correios estão na melhor fase e saúde financeira, aponta governo federal

Em comunicado do Conselho de Administração dos Correios, em 31 de maio, às Demonstrações Contábeis de 2020 da estatal, foi divulgado um lucro líquido de R$ 1,53 bilhão, maior resultado nos últimos 10 anos. “O patrimônio líquido obteve um crescimento de 84% em relação ao ano de 2019, totalizando, aproximadamente, R$ 950 milhões. Esses feitos sinalizam a considerável melhora da saúde financeira e dos negócios da empresa”, disse o governo federal em comunicado oficial.

Já Geraldo França, Diretor de Saúde SINTECT/JFA e Presidente do Conselho Fiscal da FENTECT, disse que “é necessário abrir diálogo com os parlamentares de todo o país para barrar o PL 591 (que trata da privatização dos correios). Nós recebemos a informação de que a votação será apenas em agosto e, portanto, nós teremos tempo de dialogar e impedir mais este ataque”.

Betão, que já levou o assunto à Comissão do Trabalho da Almg, reforçou a urgência da luta do povo contra as privatizações, seja indo às ruas, ou se manifestando publicamente contra o desmonte dos Correios.

Os Correios brasileiro é uma empresa centenária, com uma enorme capilaridade e que hoje, faz até mesmo trabalho de exportação, o que mostra, além da evolução dos serviços, a urgência em mantê-los”, lembrou Betão que tem colocado o mandato à disposição da luta dos trabalhadores das estatais.

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