Trabalhadores da Cemig pedem o afastamento imediato do presidente da Companhia e relatam novas denúncias

Pedido foi endossado pelo deputado Betão (PT) durante audiência pública ; “qualquer funcionário que esteja sob investigação por acusações graves como as divulgadas têm que ser afastado”

Os trabalhadores da Cemig, representados pelo Sindieletro pediram hoje o afastamento imediato do presidente da estatal Reynaldo Passanezi Filho até a conclusão da CPI da Cemig, e um dos motivos é atual gestão tem intensificado as intimidações e a precarização do ambiente de trabalho para os  servidores que estão colaborando com as investigações. O pedido foi feito durante audiência pública realizada pelo deputado Betão (PT) nesta sexta-feira (17), na Comissão do Trabalho, da Previdência e Assistência Social.

Os trabalhadores da Cemig, representados pelo Sindieletro pediram hoje o afastamento imediato do presidente da estatal Reynaldo Passanezi Filho até a conclusão da CPI da Cemig, e um dos motivos é atual gestão tem intensificado as intimidações e a precarização do ambiente de trabalho para os  servidores que estão colaborando com as investigações. O pedido foi feito durante audiência pública realizada pelo deputado Betão (PT) nesta sexta-feira (17), na Comissão do Trabalho, da Previdência e Assistência Social.

Durante a audiência, os trabalhadores entregaram ao deputado Betão uma pauta com 34 reivindicações. O coordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada conta que a situação de intimidação é insustentável na Cemig.

“Teve gente que foi afastado simplesmente por não concordar com a nova gestão. E eu falo mais, em anos de Cemig nunca se viveu um período de tanta intimidação e de perda de direitos”, explica.

O também representante do Sindieletro, Jefferson Silva citou pelo menos 10 ataques formais aos trabalhadores, dentre eles, o fato de cerca de 20% dos servidores envolvidos com atividades sindicais terem suas notas rebaixadas sem nenhum motivo. Regressão que segundo o estatuto da empresa pode levar inclusive a demissão por “baixo rendimento”

Desde 2019 o governo Zema tem fechado bases operacionais em diversas cidades, está mudando sem consulta alguma e contra o regimento internos vários critérios para demissão dos trabalhadores. Teve casos de trabalhadores que entraram na justiça contra a Cemig serem informados que teriam as notas de avaliação rebaixadas por conta de terem ação contra a Companhia. Ou seja, de nenhuma forma esse trabalhador consegue ter seus direitos cumpridos”, explica Jefferson.

Desde 2019 o governo Zema tem fechado bases operacionais em diversas cidades, está mudando sem consulta alguma e contra o regimento internos vários critérios para demissão dos trabalhadores. Teve casos de trabalhadores que entraram na justiça contra a Cemig serem informados que teriam as notas de avaliação rebaixadas por conta de terem ação contra a Companhia. Ou seja, de nenhuma forma esse trabalhador consegue ter seus direitos cumpridos”, explica Jefferson.

Representante da Cemig defende Companhia como estatal e diz que “não quer discutir pessoas, mas sim modelo”

“Não quero discutir pessoas, quero discutir modelo”, disse o representante das Relações Institucionais da Cemig, Franklin Moreira Gonçalves, que apesar de ter feito uma defesa ferrenha da estatal, disse que hoje os serviços como atendimento ao consumidor não funcionam bem.

“Estamos satisfeitos com a estratégia que essa empresa tem adotado. Dessa Cemig como estatal, mesmo sabendo que ela não consegue, as vezes, resolver os problemas de atendimento junto aos canais de serviço nem presencialmente”, explicou reforçando as críticas aos trabalhadores e defendendo a direção da estatal.

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