Betão participa do Diálogo e Ação Petista no Sul de Minas e Zona da Mata; resistência às reformas e a prisão de Lula foram destaques

Betão também afirmou a necessidade de se levar ” a todos os lugares e bandeira Lula Livre” como saída política para crise vivenciada no país.

O deputado estadual Betão (PT) marcou presença nas três edições do Diálogo e Ação Petista (DAP), realizadas nas cidades de Bom Jardim de Minas (15), Andrelândia (15) e Juiz de Fora (16). A iniciativa tem como objetivo reunir, em diferentes cidades, militantes, apoiadores e dirigentes do PT em torno de discussões que levem à unidade e a reconstrução do Partido dos Trabalhadores, além de reforçar a luta por Lula Livre. Durante os encontros, que contaram no total com a participação de mais 100 pessoas, foram escolhidos seis delegados (dois de cada cidade), para representar os municípios no Encontro Estadual do DAP- EEDAP, que acontece no próximo dia 23 de fevereiro, em Belo Horizonte .

Um dos assuntos tratados nas reuniões foram os impactos da conjuntura internacional no cenário brasileiro. Para Betão, o que o Brasil vive hoje é reflexo de uma crise mundial do sistema capitalista, expressa na eleição de Trump e de Bolsonaro que aprofundam um processo de retirada de direitos dos trabalhadores e de instabilidade política. “Nos últimos anos ampliam-se os ataques à classe trabalhadora em diversos países. Um dos casos mundialmente noticiado é o dos coletes amarelos, na França, que reflete a indignação diante da retirada de dos direitos da classe trabalhadora. Outro problema que reforça essa crise mundial são os ataques à Venezuela organizados pelos EUA com apoio do governo Bolsonaro. Temos que ficar atentos porque essa conjuntura vai nos afetar diretamente e, por isso, é necessário resistir”, alertou.

Em sua fala Betão também citou a reforma da previdência, com base no texto que vem sendo apresentado pela equipe econômica do atual presidente. “A proposta do governo federal é um verdadeiro absurdo. Hoje eles apresentam um modelo com idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, proposta válida para um período de transição de 12 anos. Outro item polêmico,  que desfavorece o trabalhador, é a sugestão de se implementar um modelo de capitalização, no qual cada trabalhador será responsável por formar sua própria aposentadoria. Um verdadeiro crime contra a classe trabalhadora” afirmou Betão, que também fez questão de agradecer os votos recebidos nas regiões.

Outro tema lembrado ao longo dos encontros foi o crime cometido pela Vale contra os trabalhadores da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (acesse a matéria). O militante e deputado estadual lembrou que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais já conta com, pelo menos, três CPIs sobre a mineração, ele reforça ainda, que é extremamente necessário que “esse tema seja acompanhado juntamente com a discussão sobre a reestatização da Vale. Do contrário, não avançaremos”, reforçou

Juiz de Fora é união e mobilização!

O DAP regional de Juiz de Fora teve destino certo; a sede do PT na cidade, que ficou “abarrotada” de militantes do partido dispostos a fazer o “PT agir como ele agia”. O encontro contou com discussões promovidas por Gilson Lírio, Betão, Cida Oliveira, dirigente do Sinpro (Sindicato dos Professores de Juiz de Fora e da CUT) e Elis Carvalho, dirigente regional do MST – Zona da Mata.

Para Elis, dirigente do MST, “a luta pela escola do campo é uma das pautas prioritárias, já que o atual governo pretende fiscalizar o conteúdo ensinado nas escolas instaladas em  assentamentos. Não vamos admitir. Essa medida intimida o trabalho desenvolvido por professores, que dão aulas para as crianças assentadas, sob a justificativa de que as escolas ensinam práticas de guerrilha e teorias marxistas”, afirmou.

Já para coordenadora do Sinpro/JF, Cida Oliveira, as organizações sindicais precisam “mobilizar suas categorias para enfrentar a Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro. É preciso construir a Greve Geral e barrar essa contrarreforma e o PT terá papel fundamental nesse processo”, disse.

O encontro contou também com a colaboração de representantes de outras cidades, como o presidente do PT de Matias Barbosa, Cristiano Juvenal.  “O DAP é um importante instrumento de resistência diante desse contexto de destruição e retirada dos nossos direitos. Precisamos resistir. É importante também que esse espaço de discussão seja ampliando para outras cidades, trazendo as pessoas para próximo do PT, e levando a elas debates sobre os diferentes temas que impactam o seu dia a dia”, acredita.

Outra liderança da região que também esteve presente no evento foi o vereador de Barbacena, Edson Resende, “Nós vamos nos unir para lutar. Temos que ocupar novamente  as praças, os lugares públicos, retomando a questão visual do Lula Livre. Outra coisa importante é que o Partido dos Trabalhadores precisa se organizar para as eleições de 2020. Nós fizemos uma avaliação esses dias agora e a ideia é estar mais presente nas pequenas cidades, para que tenhamos mais pessoas eleitas pelo PT em 2020”, avaliou.

Bom Jardim de Minas é resistência e Lula Livre

 A reunião do DAP em Bom Jardim de Minas teve como tema central a situação política atual e discutir ações práticas na reorganização do Partido dos Trabalhadores na cidade. Além de militantes filiados ao PT, a reunião contou com a presença de simpatizantes e quem estava disposto a conhecer um pouco mais sobre o partido. Um dos pedidos levantados é que o Partido dos Trabalhadores esteja mais presente e atuante, aumentando a identidade com partido com a cidade.

Outra bandeira reforçada foi a necessidade de se lutar pela liberdade de Lula, que nos últimos dias foi vítima de outra condenação sem provas. “Um tema que cabe a todos nós discutir e defender é a liberdade do ex-presidente Lula. Temos que levar o Lula Livre para todos lugares, porque de fato, não podemos aceitar essa condenação”, reforçou Betão.

Andrelândia na luta pelas classes

A Câmara Municipal de Andrelândia foi o espaço para as discussões levantadas pelo DAP, que na noite de sexta-feira recebeu mais de 30 pessoas. Também com o foco na liberdade de Lula e na defesa da previdência pública, a mesa formada pelos dirigentes Odilon Martins, Gilson Lírio, Coordenador Nacional do DAP, Betão, e a vereadora Cida Hélcio, levantaram discussões sobre a situação atual do país e do estado. Além da mesa, a Juventude Revolução também estava representada por Kiko Halfeld, que falou sobre os impactos das mudanças pretendidas pela equipe de Bolsonaro para a juventude. Os 39 anos de fundação do PT e a importância histórica do partido para a classe trabalhadora também foi lembrado.

Em seu discurso, Gilson Lírio apresentou falou das propostas e desafios dos DAP no atual contexto político-social, além da necessidade de se promover um retorno às bases do PT. “É difícil resistir organizado, mas sem organização não tem resistência”, reforçou, lembrando que é preciso fazer uma “resistência eficiente diante do governo federal”, conclui.

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