Governo Zema demite trabalhadores do programa Fica Vivo

Betão cobra do Executivo que reverta demissões e que faça pagamento integral aos oficineiros

Cerca de que 400 oficineiros do Programa de Controle de Homicídios – Fica Vivo!, que atua na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens de 12 a 24 anos em Minas Gerais, foram dispensados por tempo indeterminado e o programa poderá ser extinto no Estado. Os trabalhadores foram dispensados das 32 UPCs, Unidades de Prevenção à Criminalidade do programa, distribuídas por Belo Horizonte e outros 10 municípios.

Mais uma vez o governo alegou que os cortes são em função da crise e jogou o problema para a pandemia do coronavírus: “várias áreas de Segurança, bem como de todo o Governo, precisarão de ajustes orçamentários em virtude da queda da arrecadação proveniente da pandemia do coronavírus”, e finalizou, sem mencionar prazos, que tão logo seja restabelecida a situação fiscal do Estado os programas vão voltar a funcionar.

Mandato quer a manutenção de programas fundamentais como o Fica Vivo

O pagamento de menos de um salário desses oficineiros e de outros projetos sociais está dentre as medidas solicitadas na Plataforma Estadual de Emergência, documento assinado pelo mandato do Betão junto com 180 entidades. “A manutenção desses trabalhadores é fundamental, pois eles vivem nessas comunidades e podem contribuir no levantamento das demandas mais urgentes em vilas e favelas das grandes cidades de Minas Gerais”, acredita Betão.

O deputado reforçou ainda o fato de que “diante de uma crise como esta, o governador, além de não pagar os salários dos servidores estaduais, ainda demite trabalhadores que exercem uma função social indispensável em comunidades vulneráveis de toda Minas Gerais”.

Um dos oficineiros demitidos é o arte educador Deivson Marcos, conhecido com Nego Dê, 35 anos, que ministrava oficina de teatro na unidade do Primeiro de Maio do Fica Vivo e atuou como agente cultural em várias comunidades de BH.  “Não somos números, merecemos respeito. A gente sabe como é difícil viver do que acredita no Brasil. Quando a gente se dispõe a trabalhar numa UPC a gente arrisca a vida e somos a única voz de diálogo do governo com a comunidade”, disse ele que é morador do Primeiro de Maio (BH) e trabalha também no programa Pró Jovem

Onda de apoio aos profissionais do Fica Vivo ganha as redes sociais

Uma das alunas do programa, Ana Laura, da comunidade Veneza de Ribeirão das Neves, diz que as oficinas foram essenciais em sua vida e faz um apelo por vídeo em seu perfil no Facebook. Outros relatos de diversos alunos das comunidades podem ser conferidos na página Corrente Ativa Vivo.

Em Governador Valadares há mobilização nas redes sociais para que o Fica Vivo não seja extinto.  Para dizer não ao fim da política de prevenção, os alunos do Núcleo de Estudos Juventude e Socioeducação (NEJUS), projeto de Extensão da UFJF de Governador Valadares, estão propondo até um abaixo assinado para que não sejam extintas essas atividades fundamentais para prevenir a criminalidade no Estado.

Quem quiser se juntar aos outros 8 mil signatários acesse a plataforma Change.org

Conheça mais sobre o programa

As oficinas eram uma das atividades do programa, que atua nos eixos de Proteção Social e Intervenção Estratégica, em articulação com diversos órgãos de justiça e segurança do Estado. 

O programa permite a diminuição dos índices de violência em 32 comunidades em situação de vulnerabilidade. Com resultados efetivos há mais de 17 anos, o Programa Fica Vivo! (Decreto Nº 43.334/2003,) atua na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens de 12 a 24 anos e integra a Política Estadual de Prevenção Social à Criminalidade (Lei 23.450/2019) da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

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