Rio Preto e Santa Rita de Jacutinga têm sábado de conversa com Betão sobre demandas locais e conjuntura política nacional e estadual

    Reforma da Previdência, reconstrução do PT e a questão da barragem da Usina Hidrelétrica Mello foram temas abordados durante os encontros

    As cidades de Rio Preto e Santa Rita de Jacutinga receberam a visita de Betão neste sábado (11/05) e promoveram interessantes debates que contaram com lideranças políticas, comunitárias e religiosas, trabalhadores rurais e juventude. A proposta de levar as discussões pela região é uma pauta de grande importância em nosso mandato, assim como trazer as demandas dos municípios visitados para a ALMG.

    Em Rio Preto, o encontro foi na Câmara Municipal e reuniu cerca de 20 pessoas. Betão começou falando sobre a luta contra a aprovação da reforma da Previdência de Bolsonaro. “Essa reforma vem para atender aos interesses de uma elite, dos grandes empresários, dos banqueiros. Fala-se em déficit, mas não se fala da dívida dos empresários com a previdência, que ultrapassa os 400 bilhões de reais. Eles querem que o trabalhador pague essa conta, mas nós não podemos permitir”, afirma. O deputado lembrou também que está em andamento na ALMG, a CPI das Barragens, por conta do risco de rompimento da barragem da Usina Hidrelétrica Mello, que pertence à Vale e recentemente, em razão do alerta, fez com que dezenas de moradores na zona rural da cidade fossem obrigados a deixar suas casas.

    Para a professora aposentada Néia Magalhães, “é muito importante ter uma representação política presente na cidade, Rio Preto carece de uma referência de luta”. O ex vereador e servidor público Léo Moraes também avalia a representação de extrema importância. “Além da necessidade de levar as demandas da cidade até a Assembleia Legislativa, vemos no mandato um ponto de apoio partidário, afinal o PT de Juiz de Fora tem grande representatividade na região”, comenta.

    Já em Santa Rita de Jacutinga, o encontro aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade. “Sabemos que o trabalhador rural, com o salário mínimo que ele recebe, movimenta o comércio local. Então, se essa proposta passa, a perda não vai ser só dele. Se desvincular a aposentadoria do valor do salário mínimo como está proposto, essa perda vai ser de toda a sociedade”, enfatiza Valéria Lopes, funcionária do Sindicato. Valéria lembra também que o aumento da idade mínima é um prejuízo enorme por conta do maior esforço exercido pelo trabalhador do campo. “Temos que defender o trabalhador e a trabalhadora rural, porque é quem põe comida na nossa mesa e se essa luta se enfraquecer, a miséria e a fome voltam. E a gente que já teve experiência de muita miséria no campo e de muito êxodo rural, sabe como é ruim”, finaliza.

    Durante o debate foi apresentado o Diálogo e Ação Petista e a importância de munir a militância de informação política para reorganizar o partido e lutar contra os ataques que vem sendo sofridos. “Estamos com abaixo-assinados contra a proposta, organizando uma grande mobilização no dia 15 de maio (Dia Nacional de Greve da Educação) e preparando a Greve Geral do dia 14 de junho, em que a classe trabalhadora tem a chance de barrar, assim como fez com a proposta de Temer em 2017, o avanço da aprovação da reforma”, lembra.

    Por fim, Betão fez questão de colocar o mandato à disposição de todos os trabalhadores e trabalhadoras e continuar levando às discussões sobre a luta pela manutenção dos direitos que estão sendo atacados para as cidades da região e para todo o Estado, em luta contínua contra a reforma da Previdência e todas as medidas contra a classe trabalhadora, a juventude e os movimentos sociais, assim como pela liberdade de Lula.

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