Trabalhadores das agências dos Correios de Juiz de Fora aguardam definição sobre o destino dos servidores

    Francisco Aparecido, que há 20 anos atua como funcionários dos Correios em Juiz de Fora, aguarda ansiosamente o próximo dia 28 de maio, quando saberá qual será destino dentro da empresa. Ele é um dos nove funcionários de uma das duas agências dos Correios fechadas em Juiz de Fora, que aguardam um posicionamento sobre o futuro.

    Segundo informado ao trabalhador, na data citada ele e os demais funcionários das duas unidades fechadas receberão orientações de como proceder. Segundo Francisco, a empresa abrirá um formulário para preenchimento e definição do destino dele e outros servidores.

    O funcionário conta que o problema é complexo e de acordo com o que foi informado por meio de carta, as agências foram fechadas por questões de custo. De acordo com Francisco, a administração dos Correios informou ainda que a empresa deu como opções o servidor ir para outra cidade, mudar de função e trabalhar como carteiro, ou aderir ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV) que receberá inscrições até o próximo dia 12 de junho. “Foi uma surpresa, não esperávamos, até porque a nossa agência está bem colocada no ranking de atendimento”, disse.

    Para Alan Marques, do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Juiz de Fora o problema é sério. Ele explica que algumas agências são franqueadas, que 30% do lucro delas fica com o responsável pelas franquias e que provavelmente o fechamento das agências como as de Juiz de Fora, seria um negócio lucrativo. O sindicalista alega ainda que há rumores da privatização das agências em diferentes cidades do Brasil. “São funcionários que tem família e que dependem dessa definição da empresa. Eles alegam cortes de custos mas sabemos que na prática, isso não é verdade”, acredita.

    Amanhã o sindicato vai conversar com os trabalhadores para dar apoio à causa, dar orientações sobre o problema e sobre como os servidores podem proceder. Para Betão a situação desses trabalhadores é preocupante. O deputado lembrou que o tema foi discutido durante audiência pública da Almg, que tratou das privatizações em Minas Gerais. “Cortar um serviço tão fundamental à população nunca é uma saída inteligente. Privatizar uma estatal como os Correios também não é um plano viável, por isso temos que dar continuidade à discussão sempre em defesa dos trabalhadores”, acredita.

    Fechamento já afeta dia a dia dos moradores

    Usuária frequente dos Correios, Raquel Cristina dos Santos Silva conta que o fluxo da agência da rua Marechal é intenso e que a unidade fará falta. “Para mim fica muito longe ter que buscar o serviço em outra unidade”, afirma Raquel, moradora de Matias Barbosa que trabalha no centro de Juiz de Fora.  Raquel conta ainda que utiliza bastante o serviço dos Correios por conta do filho que mora em Montes Claros. “Eu mando muita coisa para ele e com esse fechamento o acesso vai ficar ruim. Eu trabalho aqui na Oscar Vidal e fica mais fácil postar nessa unidade”, completa.

    José Zancanelli, porteiro terceirizado da agência da rua Espírito Santo já alerta que haverá sobrecarga da agência da rua Marechal. Ele relata que na unidade que será fechada a demanda é maior para a retirada de correspondências que não foram entregues nos endereços e que o local funciona como uma central de encomendas. “Das 14h às 17h temos o atendimento ao público para retirada de encomendas, de carteiras de motorista e documento do carro. Essa mudança vai atrapalhar o serviço, porque o movimento é intenso de segunda a sexta e a agência da Marechal vai ter que receber todo esse fluxo”, explica.

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