Betão propõe a criação da Frente de Trabalho de Profissionais da Saúde contra o coronavírus

Frente será instrumento de articulação entre profissionais da saúde, dando oportunidade também a profissionais que estão fora do mercado de trabalho; iniciativas são para o combate ao coronavírus

“Temos que unir esforços contra essa pandemia e buscar alternativas rápidas e seguras para conter o coronavírus, pensando nos profissionais que estão sem trabalho, nos profissionais da saúde que por diferentes motivos estão em outras áreas, e nos servidores estaduais que podem atuar na frente”, explica Betão.

Além de reforçar as recomendações básicas de quarentena e votar pelo decreto de calamidade pública em Minas Gerais, Betão quer que profissionais e setores da saúde se unam contra pandemia. Por isso a ideia de lançar, por meio do Projeto de Lei, a Frente de Trabalho de Profissionais da Saúde contra o COVID-19 (confira os outros projetos apresentados por Betão).

A ideia é reunir os profissionais da saúde sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde, além de microempreendedores individuais e setores da readequação industrial mineira para reforçar o atendimento neste momento de crise. O objetivo é também pedir a convocação de profissionais da saúde aprovados em concursos e que aguardam a nomeação.

"Temos que tomar todas as medida para fortalecer o setor da saúde, seja com recursos seja com a convocação de profissionais. Neste momento crítico temos que discutir também a revogação imediata da EC 95, que limita o teto de gastos e engessa o investimento em saúde e em setores fundamentais", reforçou Betão.

A atuação da Frente será fundamental para fortalecer a atuação dos órgãos da área de saúde no combate à pandemia ou enquanto perdurarem as medidas emergenciais de combate à pandemia da doença infecciosa viral respiratória causada pelo coronavírus.

Recém formada e com apenas 30 anos, a tecnóloga em radiologia Stephanie Atento viu no projeto uma grande oportunidade de finalmente atuar na profissão que escolheu. Hoje, ela trabalha como atendente de um call center em Belo Horizonte, mas a expectativa é que em breve ela possa retornar à sua área.

“Seria uma grande oportunidade porque a gente se forma na área da saúde é para poder salvar vidas e neste momento sabemos que muitos profissionais têm dois ou até três empregos e estão sobrecarregados”, explica.

Sobre a formação da Frente

Será composta por profissionais de saúde, da indústria e outras áreas que se fizerem necessárias, conforme normas de segurança do trabalho e com todos os direitos trabalhistas. Os trabalhadores serão provenientes dos concursos que ainda estiverem em vigor nos diversos órgãos estaduais tais como fundações, institutos, secretarias e demais órgãos estaduais de saúde.

Poderá ser feita a contratação excepcional em caráter emergencial de trabalhadores não concursados por no mínimo por 6 meses, prorrogáveis ou não, de áreas como  medicina, enfermagem, diagnóstico por imagem, laboratório e farmácia e outras.

Das empresas que farão parte da Frente

Serão contratadas empresas, cooperativas, MEIs, profissionais da costura e da indústria readequada para a produção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), respiradores, outros insumos e equipamentos que se fizerem necessários conforme padrão e normas sanitárias e de segurança no trabalho adequadas.

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